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quinta-feira, 16 de junho de 2011

HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO NORTE


O Estado do Rio grande do Norte encontra-se historicamente inserido no processo de colonização brasileira devido à sua localização geográfica, na esquina do continente sul-americano, ponto mais próximo à África. Acredita-se até que o Brasil tenha sido descoberto em terras potiguares.



Contudo, passado o período pré-colonial em que o Brasil ficou praticamente abandonado, temendo a invasão dos corsários franceses e holandeses que circulavam pelo litoral nordestino, o então Rei da Espanha e Portugal Felipi II ordenou ao Capitão-Mor de Pernambuco - Mascarenhas Homem, que organizasse uma expedição para o Rio Grande.



Em 25 de dezembro de 1597 na barra do Rio Grande (Potengi), começaram os trabalhos de entrincheiramento e abrigo, com varas cortadas do mangue próximo. No Dia dos Reis Magos, 06 de janeiro de 1598, deu-se início a construção de um forte, na praia, em pau-a-pique, barreados com lama do mangue. Arvorou-se a cruz sob as salvas da artilharia, hasteou-se a bandeira com as armas reais, e um sacerdote presente deu a benção. Daí a origem do nome, Fortaleza dos Reis Magos, cuja planta de autoria do Frei Gaspar de Samperes, continha as características das construções coloniais portuguesas.


Em princípios de 1628 a Fortaleza estava concluída. Provida de nove canhões de ferro e quarenta soldados. Natal então já tinha oito casas e uma igreja.

Fortaleza e não forte, Hélio Galvão esclarece a dúvida: "Forte é uma pequena edificação sem guarda permanente. Fortaleza, ao contrário, é um grande edifício com um contingente de soldados permanente."

terça-feira, 14 de junho de 2011

Filhote órfão de galago adota bebê babuíno como mãe no Quênia


          Os dois animais têm poucos meses de vida e vivem em orfanato de Nairóbi.
          Eles foram resgatados da selva após serem abandonados pelos pais.

Filhote de galago (esquerda) adotou babuíno fêmea como mãe no orfanato animal de Nairóbi, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

          Uma galago, espécie de pequeno macaco da África, órfão de três meses adotou como mãe uma fêmea de babuíno (papio cynocephalus) de apenas sete meses no Orfanato Animal de Nairóbi, no Quênia.

O filhote de galago tem três meses de idade, enquanto a filhote de babuíno tem sete meses (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

         A babuína, que também se desprendeu dos pais,  foi resgatada da selva em Maralal, no norte do país, enquanto o pequeno primata galago veio de Nyeri, na região central. Os dois animais não se desgrudam e caminham juntos por todas as direções no Serviço da Vida Selvagem do Quênia, onde fica o orfanato. 

Fonte: globo.com

Ovelha Shrek morre na Nova Zelândia

          Os neozelandeses lamentam a morte da ovelha Shrek, de 16 anos, celebridade nacional que ganhou destaque em 2004, depois de seis anos escondida em cavernas no sul do país. Na época a ovelha perdeu 27kg de lã - o suficiente para fazer 20 suéteres grandes - em um corte mostrado pela TV. O material foi leiloado e o dinheiro doado para instituições infantis. 


          O dono de Shrek, John Perriam, disse que a ovelha teve que ser sacrificada no fim de semana por causa de doenças relacionadas à idade.
         Shrek tinha uma personalidade inacreditável, adorava crianças e era ótima com idosos nos asilos (a ovelha aparecia em eventos de caridade - disse.
Josie Spillane, da instituição Cure Kids disse que ao longo dos anos Shrek arrecadou mais de US$150 mil para caridade, com livros e aparições públicas. 

Fonte: globo.com

segunda-feira, 13 de junho de 2011

TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO


A realidade hídrica, principalmente nos aspectos atinentes à oferta e uso das águas, é tema que, historicamente, tem marcado o debate sobre o Semi-árido. Essas preocupações têm sido enfocadas nos estudos da Fundação Joaquim Nabuco nos últimos anos e os esforços de seus pesquisadores vêm-se concentrando na busca da compreensão da relação existente entre o solo, a água e as plantas e sua importância para a população

Rio São Francisco
Após o agravamento da crise do abastecimento hídrico do Nordeste no ano de 1999, a transposição do rio São Francisco passou a ser vista como a única alternativa de solução do problema. Atualmente, existem dois cenários bem definidos com relação ao tema. O primeiro é o cenário do imediatismo, caracterizado pela ânsia de fazer chegar água, a todo custo, nas torneiras da população (pensamento muito comum na classe política), sem haver, no entanto, a preocupação com as conseqüências impostas ao ambiente ao se adotar essa alternativa e o segundo é o cenário da ponderação, caracterizado por preocupações constantes (principalmente na classe técnica) com relação às limitações das fontes hídricas na condução do processo transpositório. O primeiro cenário diz respeito às questões do Brasil virtual e, o segundo, às questões do Brasil real


O presente documento trata de uma coletânea, em ordem cronológica, dos textos sobre a Transposição do Rio São Francisco elaborado pelo pesquisador João Suassuna na última década, representando a sua contribuição à hidrologia nordestina, com a discussão do assunto através da fundamentação em fatos concretos, com alternativas e soluções em torno de questões que ainda se arrastam no esquecimento e, quiçá, na ignorância do povo, tudo no contexto do Brasil real. 

Existindo o alerta às limitações do rio São Francisco para o atendimento à navegação, geração de energia, irrigação e abastecimento das populações sedentas do Nordeste, torna-se evidente a necessidade da realização de um planejamento hidráulico em sua bacia hidrográfica, de forma a possibilitar as subtrações volumétricas pretendidas.


Finalmente, com a divulgação desse trabalho, a Fundação Joaquim Nabuco não poderá vir a ser acusada, no futuro, de ser omissa perante os problemas que por ventura venham a existir com a transposição do São Francisco nos moldes atualmente previstos. Esse assunto é considerado por todos como de extrema importância para os desígnios da região.

domingo, 12 de junho de 2011

BOLHA DE AR CONSTRUÍDA POR ARANHA MERGULHADORA FUNCIONA COMO GUELRA

          Elas passam praticamente toda a vida sob a água, se acasalando, colocando ovos e capturando suas presas em suas bolhas. 


          Em estudo publicado na revista científica Journal of Experimental Biology, cientistas mediram a quantidade de oxigênio dentro e também na área externa em torno da bolha.

 


P.S  Guelra é uma espécie de orgão de respiração dos peixes.
 Fonte: www.uol.com.br

BORDA DO SISTEMA SOLAR ESTÁ CHEIA DE BOLHAS MAGNÉTICAS, INDICA VOYAGER

          Impressão artística retrata a nova visão da heliosfera. As observações da sonda Voyager da NASA sugerem a borda do Sistema Solar não é suave, mas cheia de um mar turbulento de bolhas magnéticas. Ao usar um novo modelo de computador para analisar os dados da Voyager, os cientistas encontraram um campo magnético distante do Sol que é feito de bolhas de aproximadamente 161 milhões de quilômetros de largura.


          As bolhas são criadas quando as linhas de campo magnético se reorganizam. O novo modelo sugere que as linhas do campo são quebradas em estruturas internas, desconectadas do campo magnético solar. Os resultados são descritos na edição de 09 de junho do Astrophysical Journa. 

Fonte: www.uol.com.br

sábado, 11 de junho de 2011

NATUREZA - ATAQUE DE COBRA A SAPO, NA MALÁSIA

         Uma imagem feita no Parque Nacional Bako, em Borneú, ilha pertencente à Malásia, mostra a investida de uma víbora verde em um sapo de árvore, que se tornou sua refeição. 

Víbora verde ataca sapo durante caçada captada por fotógrafo no Parque Nacional Bako, em Bornéu, ilha pertencente à Malásia (Foto: Barcroft/gettyimages)

          Durante 15 minutos, as imagens captaram o início do ataque da cobra ao sapo, que acabou engolido por inteiro após receber o bote da víbora da espécie Tropidolaemus wagleri, que habita regiões da Tailândia, Malásia, Cingapura, Sumatra e Filipinas.


         Esta serpente, que se alimenta de anfíbios e pequenos mamíferos como camundongos, é muito comum em Bornéu, terceira maior ilha do mundo e com grandes áreas de mata tropical.

Fonte: globo.com

HISTÓRIA - OCUPAÇÃO HOLANDESA NO RIO GRANDE DO NORTE

          Os holandeses mantiveram os primeiros contatos com a capitania do Rio Grande em junho de 1625 (CASCUDO: 1955), quando chegaram à Baía da Traição, transportada por uma imensa esquadra, comandada por Edam Boudewinj Hendrikszoon, que não chegara a tempo para defender o domínio de Salvador, na Bahia. 

Invasão Holandesa
          Na ocasião, muitos dos marujos flamengos encontravam-se doentes, razão pela qual o comandante da esquadra procurou guarida para os mesmos, em terra firme, lá mesmo, na Baía da Traição. Não encontrou um bom tratamento para os enfermos, pois deparou-se com muitos índios assustados com os visitantes, mas, não obstante, conseguiu observar as terras e principalmente a adesão de vários índios potiguares, que viajaram para a Holanda, de onde regressaram alguns anos ulteriores, possuídos pela cultura holandesa, tanto no que diz respeito ao idioma, ao credo e mormente ao ideário, para servir de peça chave quando do domínio holandês no Rio Grande, haja vista a facilidade com que conseguiram a adesão da indiaria potiguar aos fitos dos invasores.

          A invasão do Rio Grande deu-se muito mais pela sua localização geográfica, servindo assim de ponto estratégico para o fortalecimento do domínio holandês no Brasil, e pela sua potencialidade no tocante ao fornecimento de provisão, sobretudo carne bovina aos moradores de Pernambuco, que pela sua produção açucareira ou até mesmo potencialidade nesta atividade econômica ou em outras atividades como a aurífera que também as interessava.

Batalhas

          A estratégia usada para a invasão consistiu em, primeiro, obter informações sobre o poder de força lusa na capitania e, segundo, fazer o reconhecimento do litoral potiguar e buscar articulações com a indiaria. Isso se deu inicialmente em outubro de 1631, com o envio de uma grande expedição ao Rio Grande, que terminou por não lograr êxito no tocante à invasão em si, em razão da brava reação do então capitão-mor Cipriano Pita Porto Carreiro.
          Outra expedição foi enviada em 1633 comandada pelos chefes militares Jan Corlisz Lichthardt e Baltazar Bijma, acompanhados de Mathijs van Keulen e Servaes Carpenter. Esta expedição aportou em Ponta Negra, três dias depois de sua partida de Pernambuco, na manhã de 08 de dezembro do mesmo ano, e ajudadas pelos índios, as tropas holandesas viajara à Holanda em 1625 avançaram sobre a Capitania, sem encontrar resistência, chegando em Natal no período vespertino do mesmo dia, quando imediatamente partiram rumo ao Forte dos Santos Reis, para combaterem as fracas forças portuguesas. Três dias de combates foi o bastante para que as forças portuguesas capitulassem, embora sob o protesto do capitão-mor do Forte, Pero Mendes Gouveia, que se encontrava gravemente ferido. No mesmo dia da rendição, os holandeses assumiram o controle do Forte, tendo como comandante o capitão Joris Gastman, mudaram o nome da fortaleza para Castelo de Keulen, assim como o de Natal para Nova Amsterdã e começaram uma fase de domínio absoluto que ficou caracterizado pelo abandono, violência e rapinagem sobre os povoados então existentes. 

          Com a assunção do poder, os holandeses trataram de seguir as normas administrativas definidas em um regimento preparado pela Companhia das Índias Ocidentais antes mesmo da invasão a Pernambuco e, posteriormente, outro trazido pelo Conde João Maurício de Nassau. Segundo estes documentos, os habitantes potiguares que aceitassem passivamente a dominação flamenga ficariam sãos de massacres e da destruição de seus bens. Quanto aos portugueses, o documento estabelecia que deveriam manter seus engenhos de cana-de-açúcar, e para tanto concedia-lhes liberdade de comércio desde que utilizassem seus navios para transportar os produtos comercializados. Os que não se sujeitassem a essa condição seriam obrigados a deixar o País e os seus bens eram confiscados.

Fortes dos Reis Magos - Símbolo da Resistência dos Potiguares

          Os holandeses, todavia, sempre dispensaram um tratamento especial aos índios, a quem chamavam de brasileiros. Os índios se configuravam como fortes aliados nas lutas contra os portugueses, que sempre tentaram escravizá-los. Eles, os índios, chegavam de certa forma a ser paparicados pelos holandeses, na medida em que evitavam continuamente constrangê-los ou escravizá-los em trabalhos forçados e, ao contrário, procuravam educá-los e catequizá-los segundo sua cultura e sua religião cristã reformada.

          No que se refere à organização administrativa, os holandeses procuraram introduzir uma administração governativa igual à da metrópole e criaram as Câmaras de Escabinos ou Juntas de Justiças e as Freguesias ou Comunas, as quais contavam com três membros, sempre presididas pelo Esculteto, que sempre era representado por um holandês. Aos índios também fora imposta essa forma governativa. 

          Durante esse domínio holandês (1633-1654) aconteceram massacres sanguinários em Ferreiro Torto, Cunhaú, Uruaçu, Extremoz e Guaraíras, quase sempre praticados pelos índios aliados aos novos invasores. A propósito, esse domínio holandês sobre boa parte do Nordeste do Brasil, começou a dar sinais de fragilidade em 1638, quando da tentativa fracassada da conquista da Bahia, porém a sua longevidade deu-se muito mais por entendimentos políticos entre Portugal e Holanda que por superioridade das tropas flamengas sobre as portuguesas. A prova indelével disso é que quando o mestre de campo Luís Barbalho Bezerra partiu, em 1639, de Touros rumo à Bahia conseguiu seguidas vitórias sobre os holandeses, chegando, inclusive, a prender o comandante do Castelo de Keulen - Joris Gastman.

MAIA, G. (1998). A invasão holandesa no Rio Grande (resumo). História do RN n@ WEB [On-line]. Available from World Wide Web: <URL: www.seol.com.br/rnnaweb/>